Atualmente, não basta que uma empresa seja eficiente em sua operação principal; o mercado e a sociedade exigem que ela seja uma agente ativa de transformação no território onde está inserida.
Vivemos a era da responsabilidade compartilhada, onde os projetos incentivados surgem como o elo mais inteligente entre a estratégia de negócio e o desenvolvimento social. Mais do que uma simples renúncia fiscal, utilizar leis de incentivo para viabilizar cultura, esporte e saúde é uma declaração de propósito que reverbera diretamente na reputação da marca e no fortalecimento das comunidades locais.
O grande tema do momento é a "transição justa": a ideia de que o crescimento econômico só é sustentável se for acompanhado de inclusão social e preservação cultural. Ao aportar recursos em projetos aprovados, a iniciativa privada deixa de ser apenas uma financiadora para se tornar uma coautora de histórias de impacto, transformando impostos que seriam apenas números em bibliotecas, escolinhas de esporte e centros de atendimento que salvam vidas.
É o ESG saindo do papel e ganhando rosto, voz e endereço.
Em um cenário de consumidores cada vez mais conscientes, investir no social através de mecanismos de incentivo não é apenas uma escolha ética, é uma estratégia de sobrevivência e liderança que garante que o legado da organização vá muito além do balanço financeiro, construindo um futuro onde o lucro e o bem-estar social caminham, finalmente, na mesma direção.
Por Carla Cavalcante
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