Existe um peso invisível que muitas de nós, mulheres de negócios, diretoras e empreendedoras, carregamos: o peso da expectativa alheia sobre a nossa imagem. Parece haver uma regra não escrita que diz que, para sermos respeitadas em uma mesa de reuniões, precisamos esconder a nossa feminilidade, a nossa alegria e, acima de tudo, a nossa liberdade de ser quem somos fora do escritório.
Eu sempre acreditei que a inteligência e a sensualidade, a seriedade e a leveza, não são rivais. Elas são parceiras.
Uma mulher que ocupa um cargo de visibilidade não deixa de ser uma mente brilhante porque postou uma foto descontraída em um momento de lazer. Um decote, um sorriso largo ou uma foto na praia não apagam anos de estudo, noites em claro e resultados entregues. Pelo contrário: uma mulher que se permite ser vista em todas as suas nuances é uma mulher que domina a maior de todas as habilidades: a autenticidade.
O machismo tenta nos convencer de que a nossa credibilidade é frágil, que ela depende de uma gola alta ou de um semblante sempre austero. Mas a verdade é que a nossa autoridade não está no que vestimos, mas na nossa postura diante da vida.
Ser profissional é sobre compromisso, ética e entrega. Ser mulher é sobre sensibilidade, força e beleza.
Hoje, meu post é um convite à liberdade. Não se anule para caber no conceito tacanho de quem não consegue processar que uma mulher pode ser, simultaneamente, uma líder potente e uma mulher lindamente livre.
A minha inteligência não é intimidada pela minha feminilidade. E a sua também não deveria ser.
Sejamos inteiras. O mundo que lute para lidar com todas as nossas versões.
Por Carla Cavalcante
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