Editais 2026: Não basta ter causa, é preciso ter estratégia técnica

 



Ter uma causa nobre é o coração de qualquer projeto social, cultural ou esportivo. No entanto, no universo dos editais e das leis de incentivo (Lei Rouanet, Lei do Esporte, Pronon/Pronas), o coração não preenche formulário. Muitas instituições e proponentes chegam até mim com ideias brilhantes, mas que morrem na fase de habilitação técnica. Por que isso acontece? Porque um projeto aprovado é 20% intenção e 80% estratégia técnica.


O que separa o "Aprovado" do "Arquivado"?


Em 2026, os avaliadores de editais e conselhos de leis de incentivo estão mais rigorosos com a viabilidade executiva. Não basta dizer o que você quer fazer; é preciso provar como e com quanto.


A Coerência do Objeto com o Orçamento: Um dos erros mais comuns é pedir recursos que não condizem com as metas propostas. Um orçamento mal dimensionado é o primeiro sinal de amadorismo para um avaliador.


Métricas de Impacto: As empresas patrocinadoras hoje buscam projetos alinhados ao ESG. Elas querem números: Quantas pessoas? Qual a transformação real? Como isso será medido? Se o seu projeto não entrega indicadores claros, ele perde o interesse do investidor.


Enquadramento Jurídico e Fiscal: Cada lei de incentivo tem suas particularidades. Errar o artigo da Lei Rouanet ou não adequar o projeto às exigências do Ministério da Saúde pode custar um ano inteiro de captação perdida.


O Custo da "Tentativa e Erro"


Tentar escrever um projeto sem domínio técnico tem um custo alto: o tempo. Enquanto um projeto mal escrito é devolvido para diligências ou indeferido, o orçamento dos editais vai sendo consumido por quem apresentou uma proposta técnica impecável.


O segredo do sucesso na captação em 2026 não é a sorte, é o rigor.



Transforme sua causa em um projeto viável


Se você tem uma iniciativa relevante na saúde, cultura ou esporte, o seu foco deve ser a execução e o impacto. A burocracia técnica, o desenho do cronograma e a engenharia financeira do projeto precisam estar nas mãos de quem entende o "caminho das pedras".


O edital não espera. Sua causa sim.


Por Carla Cavalcante

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