Edilene de Morais: A Biologia com Raiz na Amazônia e o Coração em Santa Clara

 



No coração da Amazônia maranhense, em Humberto de Campos, existe um lugar onde a terra e a água não são apenas paisagem, mas parte da identidade de um povo. É no Povoado Santa Clara, uma comunidade de profunda relevância de pescadores artesanais, que a trajetória de Edilene de Morais de Sousa encontra seu alicerce e seu propósito.


Para Edilene, a Biologia não foi apenas uma escolha acadêmica de prateleira; foi uma resposta ao chamado das suas origens. Ser bióloga, para quem cresceu cercada pela riqueza da sociobiodiversidade quilombola, é uma forma de honrar a ancestralidade e proteger o futuro do que é sagrado: a natureza e as pessoas que nela vivem.


Uma Carreira Forjada no Saber e no Afeto

A jornada de Edilene é marcada por um currículo robusto que reflete sua dedicação. Graduada pela UFMA e especialista com MBA em Perícia, Auditoria e Gestão Ambiental, ela transformou o olhar curioso da infância em competência técnica de alto nível. Sua atuação profissional, com passagens por empresas como a Fidens e a Otinga Engenharia, demonstra uma profissional versátil, capaz de transitar entre a técnica rigorosa e a sensibilidade ambiental.


Mas o que realmente diferencia sua trajetória é o vínculo com o território:


Domínio Técnico: Especialista no uso de tecnologias como o QGIS para elaboração de mapas e monitoramento ambiental.

Foco na Conservação: Atua diretamente no diagnóstico e controle ambiental, com destaque para o inventário e manejo da entomofauna.

Engajamento Comunitário: Sua participação em oficinas de fortalecimento das economias da sociobiodiversidade e seminários sobre turismo de base comunitária mostra que sua ciência tem lado: o lado da sustentabilidade real.


O Amor que Guia o Olhar

Edilene não busca apenas planejar ou coordenar projetos; ela busca cuidar. Sua disponibilidade para viajar e sua constante atualização, como os cursos recentes em licenciamento e fiscalização ambiental  são ferramentas para levar a voz de comunidades como a sua para dentro do debate técnico.


Cada mapa traçado e cada diagnóstico realizado por Edilene carrega a herança de Santa Clara. Ela é o exemplo vivo de que a ciência se torna muito mais poderosa quando é alimentada pelo amor à origem. Ser bióloga, para ela, é um ato de resistência e de pertencimento. É mostrar ao mundo que o conhecimento técnico e a sabedoria quilombola podem, e devem, caminhar juntos para a preservação do nosso Maranhão.



Por Carla Cavalcante

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